Escoltados por um forte esquema policial, o vice-presidente da república, Hamilton Mourão, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, visitaram Pacaraima nesta quinta-feira (13).  Presidente da comissão criada pelo deputado Jalser Renier (SD) para mediar o conflito em Pacaraima, o deputado Jânio Xingu (PSB) criticou a visita e disse estar desacreditado do interesse do Governo Federal em trazer soluções para a crise em Roraima.

“Se nada for feito rapidamente, vão ver nos jornais do Brasil e do mundo um derramamento de sangue entre venezuelanos e brasileiros. Esta visita foi em vão. Não ouviu a sociedade nem de um lado nem do outro. Não há discussão sobre o tema”, criticou o parlamentar.

A deputada Betânia Almeida também acompanhou a visita e criticou retirada de imigrantes das ruas, o que segundo ela, foi feito para deixar o Estado mais organizado para a visita do presidente. “Não tem como Roraima suportar um país inteiro”, pontuou, ao afirmar que acredita que com atenção do governo federal, pode haver uma solução para Roraima.

Por volta das 10h, eles se reuniram com o comando da Operação Acolhida, junto com os senadores Mecias de Jesus (PRB) e Chico Rodrigues (DEM), o deputado federal Jhonatan de Jesus (PRB), e o prefeito da cidade, Juliano Torquato (PRB)

Vereadores de Pacaraima, representantes indígenas e até o vice-prefeito de Pacaraima, Rodolfo Fernandes, acompanhados da população, tiveram que esperar do lado de fora a saída de Hamilton Mourão, do 3º Batalhão Especial de Fronteira, pois a comitiva limitou o acesso dos representantes roraimenses, assim como a imprensa, que não teve acesso ao vice-presidente no município.

Nos cartazes da população, palavras de ordem e de insatisfação com o Governo Federal. Em seguida, Mourão e comitiva seguiram para os alojamentos dos abrigos da Operação Acolhida.

Desde a semana passada, o clima é de tensão na fronteira. Na segunda-feira (10), iniciou uma manifestação que durou quatro dias, feita por moradores insatisfeitos com a crescente criminalidade na região, a qual foi encerrada com determinação judicial e acordo do Estado e Ministério Público. Entre as promessas, foram definidas reuniões a cada 15 dias para avaliar a situação da fronteira, bem como o policiamento ostensivo.

Foto: H.Emiliano

SupCom ALE-RR