Aurelina Medeiros diz que é preciso trabalhar mais pelos interesses do Estado

Fotos: SupCom ALERR

“Ou trabalhamos mais pelos interesses do Estado e do povo ou a tragédia está anunciada”. Esta afirmação foi dita pela deputada Aurelina Medeiros (Podemos), durante a sessão desta terça-feira, 22, na Assembleia Legislativa de Roraima. Ela usou a tribuna durante o grande expediente para pontuar problemas do Governo do Estado e deixar claro que existem questões que não estão diretamente relacionados ao Executivo. Ela disse ainda que os municípios precisam atuar de forma mais energética principalmente quanto aos serviços de saúde.

Como base para o pronunciamento, Aurelina utilizou as viagens e os relatos que tem ouvido de prefeitos do interior de Roraima e também da população. Segundo ela, a maioria dos gestores municipais afirma que os recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) liberada nos dias 10, 20 e 30 de cada mês não são suficientes para suprirem a demanda dessas localidades.

“Tenho ouvido ao longo dos anos que tudo o Estado tem que pagar. Nos municípios você escuta o discurso dos prefeitos e eles dizem que só contam com o FPM, e que não podem arcar com determinadas situações que são de responsabilidade deles. A população não quer saber de quem é a responsabilidade, quer saber se tem. Quando os municípios falham, a culpa recai sobre o Executivo estadual”, explicou a deputada.

Ela acredita que se cada um, Estado, municípios e a bancada federal, arcar com suas responsabilidades, os problemas podem ser contornados. “É preciso cada um assumir sua parte, por exemplo: ainda não vi nossos parlamentares federais se movimentarem para ajudar nos recursos da saúde. É preciso uma solução não apenas para saúde, mas para a segurança que esta estourando problemas por toso os lugares, educação e outras áreas que necessitam de um olhar mais atento. Será que esquecemos que 85% dos recursos deste país estão em Brasília (DF) e que os nossos parlamentares federais podem articular para destinar verbas para Roraima e com isso amenizar os problemas que enfrentamos aqui?”, questionou Aurelina, ao reforçar que não está defendendo ou afirmando que está tudo bem, porém se houver união os problemas podem ser contornados, e que em 4 anos não é possível fazer tudo

Tarsira Rodrigues

SupCom ALERR

George Melo entrará na Justiça para baixar valor da inscrição do concurso da PM

Fotos: SupCom ALERR

Inconformado com o valor da inscrição cobrado para o concurso da Polícia Militar de Roraima (PMRR), e diante de inúmeras reclamações nas redes sociais, o deputado George Melo (PSDC) resolveu usar o ‘remédio jurídico’ para reduzir dos atuais 180 para 80 reais. O anúncio foi feito durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE/RR), nesta terça-feira, 22.

O certame será de responsabilidade da UERR (Universidade Estadual de Roraima) e o parlamentar alega que essa taxa é superior a cobrada em outras unidades da Federação, inclusive nos demais concursos realizados no Estado. No próprio concurso da Assembleia Legislativa, por exemplo, a inscrição para nível médio foi de R$100.

“Estão cobrando quase 200 reais para realizar um concurso. Vou entrar com uma medida judicial para que esse valor seja baixado para, no máximo, 80 reais. O Estado não pode ganhar dinheiro com o sofrimento desses pais, que há anos preparam seus filhos, os quais ficam no final de semana estudando, e agora não podem fazer o concurso por não terem R$180. Quero que esses jovens se sintam representados por essa Casa. Vou buscar o direito dessas pessoas na justiça”, garantiu o parlamentar.

Para George Melo, o Governo do Estado deveria, diante da crise econômica e da necessidade urgente de aumentar o efetivo da PM para garantir segurança pública, usar outra tática para atrair mais concorrentes ao concurso e não afastar com uma taxa exorbitante. “O Governo do Estado tem a UERR e a PM para fazer todas as etapas do concurso. A governadora deveria é isentar os jovens, cujos pais são assalariados, porque esse valor é exorbitante, e vai tirar muitos jovens da concorrência”, afirmou.

Apesar de acreditar que não era o momento para o certame por conta da crise financeira do Estado, Melo ressalta que muitos ‘concurseiros’ estão confiantes e se esforçando. “Não posso aceitar a insensibilidade desse governo de cobrar valor tão desproporcional, que impede muitos de concorrer. Esse é um concurso tirado da ‘cartola’, e nem acho que vai chamar esses servidores, pois o Estado não tem dinheiro para pagar os servidores e os Poderes”, lembrou George Melo.

O deputado deixou claro que não entrou com um projeto de lei para baixar o valor porque sabe que isso demandaria tempo e poderia prejudicar o andamento do certame. “Não vou propor o projeto porque suspenderia o concurso, e é isso que a governadora quer, dizer que iria fazer o concurso, mas que um deputado não permitiu”, analisou.

 

Marilena Freitas

SupCom ALERR

Deputado visita HGR e afirma que classifica situação como absurda

Foto: SupCom/ALE-RR

 

O deputado Jorge Everton (MDB) esteve visitando o Hospital Geral de Roraima, no último domingo dia 20,  acompanhado pela promotora de Defesa da Saúde do Ministério Público Estadual (MPRR), Jeanne Sampaio, e comentou que a realidade é surreal, de tão impactante e assustadora. Ele relatou o ocorrido durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa durante a sessão desta terça-feira, 22, e pediu aos demais deputados que aprovem um requerimento para que o Secretário Estadual de Saúde, Ricardo Queiroz Lopes, venha ao Poder Legislativo explicar as dificuldades enfrentadas pela pasta, na sessão desta quinta-feira, 24, além de sugerir a criação de uma Comissão Especial para acompanhar a situação da Saúde.

“Encontramos uma realidade absurda, a começar pelo fedor espalhado pelos corredores, algo repugnante, fruto da falta de limpeza e higiene que não está sendo feita no hospital. O lixo espalhado pelos corredores, inclusive gases com sangue, correndo risco de contaminação de pacientes, acompanhantes e funcionários. Os ares acondicionados dos quartos jogam água para dentro, fazendo com que o local fique alagado, com fungos nas paredes e janelas”, denunciou, ao deixar claro que devem ser responsabilizados todos os secretários que estiveram à frente da Sesau (Secretaria de Estado da Saúde).

O refeitório também recebeu um diagnóstico negativo. “O teto branco estava coberto de moscas e isso é algo inaceitável em uma unidade de saúde. Os pacientes e acompanhantes relataram que são eles próprios que fazem a limpeza. Isso não é obrigação deles, mas das empresas contratadas que têm que prestar o serviço. No local que era para ter álcool em gel estava vazio, mas com certeza no contrato consta o pagamento desse material. Não consigo entender como se deixou chegar a saúde nesse estado”, afirmou.

O deputado George Melo (PSDC), ao comparar a principal unidade de saúde com abrigos dos refugiados que após serem gerenciados pelo Exército mudaram de cara, disse: “Nem os abrigos dos venezuelanos eram tão nojentos quanto a situação do HGR”. Ele relembrou as mortes ocasionadas por bactéria e a falta de punição. “Choca-me a capacidade das pessoas que passaram por aquela secretaria e o fato delas não terem medo dos órgãos de controle”, complementou.

O líder do Governo, deputado Brito Bezerra (PP), disse que o atual governo tem somado esforços para melhorar a situação da saúde, mas que o problema é crônico e se arrasta de outros governos. Disse ainda que o Governo Federal não tem se empenhado em ajudar, principalmente diante da crise migratória. “O olhar deve ser muito mais profundo, e não começou nesse governo. Esse governo tem tratado com muita dignidade a saúde. A governadora Suely (PP) fez gestão junto ao Ministério da Saúde, mas nós ainda enfrentamos muitos problemas. Também visitei o hospital e encontrei vários amigos e a situação é difícil. Inclusive ajudei um paciente que foi para Brasília porque me compadeci, mas o tratamento tem que ser dado pelo Poder Público. A Saúde tem se agravado por conta dessa invasão venezuelana, e 40% dos leitos são ocupados por esses irmãos venezuelanos”, afirmou.

Marilena Freitas

SupCom/ALR-RR

Código de Defesa do Consumidor é tema de curso na Escola do Legislativo

Fotos: SupCom ALERR

As relações de consumo exigem conhecimento por parte dos fornecedores e consumidores. E para informações sejam reforçadas, comerciantes, vendedores, estudantes e população em geral, participam até sexta-feira, 25, do curso sobre o ‘Código de Defesa do Consumidor’, promovido pela Escola do Legislativo. As aulas iniciaram nessa segunda-feira, 21, na sede da unidade localizada na rua Agnelo Bitencourt, nº 213, no Centro de Boa Vista. O curso, das 18h às 22h, tem carga horária de 20 horas.

Quem está conduzindo as aulas é a advogada e especialista em Direito do Consumidor, Mirthes Sousa. Ela explica como será a metodologia para esta semana voltada ao conhecimento prático e teórico, tendo como referencial o Código de Defesa do Consumidor. “Ele não se limita aquele direito técnico, estamos trabalhando com informações que serão úteis para o dia a dia por meio das relações de consumo”, adiantou.

Mirthes disse ainda que o maior beneficiado é a sociedade que depende dos serviços dos órgãos de defesa do consumidor, como é o caso do Procon Assembleia. “Quem ganha é a população, pois todos nós, além de direitos, temos obrigações. Foi desenvolvido um plano de estudos na área teórica e prática. Ao final do curso levamos os alunos para conhecer algum órgão de defesa do consumidor, para que eles tenham conhecimento de como é aplicado aquele direito que ele aprendeu na teoria”, detalhou.

As melhores expectativas tem o servidor da Defensoria Pública de Roraima, Denilson Brito. “Trabalhamos com demandas judiciárias que envolvem quantias de até um salário mínimo, portanto precisamos estar atualizados sobre a legislação. Espero que todo conhecimento adquirido nestas aulas eu possa aplicar na minha área de atuação”, disse.

Quem também espera prestar um melhor atendimento a sociedade em geral após a conclusão do curso, é a atendente do Procon Assembleia, Thaiza Iglesias. “Os conhecimentos servirão para melhor atender os consumidores e fornecedores, explicar detalhes sobre os direitos e deveres e como se dão as relações de consumo”, espera a atendente.

Todos os envolvidos receberão certificado de participação e conclusão. Mais informações, dúvidas ou questionamentos podem ser feitos pelos telefones 98402-3402 e 0800-095-0047.

 

Tarsira Rodrigues

SupCom ALERR

Coral do Abrindo Caminhos faz primeira apresentação do ano

Fotos: SupCom ALERR

Em clima do mês das mães, o Coral do programa Abrindo Caminhos, da Assembleia Legislativa de Roraima, realizou na noite dessa segunda-feira (21), no Centro Universitário Estácio da Amazônia, localizado no bairro União, zona Oeste, a primeira apresentação do ano, durante a abertura da XI Semana do Assistente Social em Roraima.

Antes de subir ao palco, as crianças e adolescentes que compõem o Coral se reuniram para realizar os últimos ajustes, a maioria apreensiva, caso adolescente Brenda Emilly Gama, de 16 anos. Há dois anos no programa, não conseguiu esconder a emoção de estar em frente a muitas pessoas. “Meu coração está a mil. A gente fica nervosa, mas depois passa e está sendo uma experiência incrível”, ressaltou a participante.

A intenção, contou Brenda, era transmitir por meio das músicas o amor, pois ainda no mês das mães, o repertório estava especial e dedicado a elas. Objetivo confirmado por Ingrid Letícia Silva, de 11 anos, ao destacar que gosta de apresentar-se e levar as canções a todos os tipos de pessoas. “O Coral é muito bom”, resumiu a garota em poucas palavras.

Esta é a segunda vez consecutiva que o Coral do Abrindo Caminhos participa da semana alusiva ao Dia do Assistente Social no Estado. A coordenadora da Seccional Roraima do Conselho Regional do Serviço Social da 15ª Região AM/RR, Lunara Trajano, essa parceria deu certo e pretende convidar a instituição outras vezes. “O coral já tem uma grande história. A gente já conhece e eles são nossos parceiros”, pontuou.

Com repertório diversificado entre músicas do folclore brasileiro, do cancioneiro popular e temática ao Dia das Mães, a preparação, conforme contou a maestrina Kastorijane Oliveira, foi intensa durante as últimas semanas. O ato consiste de ir além da música, mas mostrar que todos eles estão em sintonia na coreografia e na emoção de transparecer o trabalho desenvolvido no programa.

“Nós nos sentimos honrados pelo convite. Nossa primeira apresentação do ano e estivemos muitos ansiosos e empolgados. Eles ficam mais confiantes. Hoje foi a primeira apresentação de muitos que entraram no programa este ano, então a cada vez eles vão se motivando mais, ficam cada vez mais experientes, vão perdendo a timidez e isso só tem a melhorar como um todo, a confiança, a autoestima”, salientou Kastorijane. Nesse evento participaram cerca de 70 crianças e adolescentes, com idade entre 7 a 17 anos.

Para a coordenadora do programa, Viviane Lima, o retorno desse convite é motivo de orgulho ao Abrindo Caminhos. “Ficamos na ideia de que gostaram, tanto que repetiram o convite e a gente fica com satisfação”, disse ao revelar sobre a euforia dos integrantes ao falar sobre a apresentação.

O programa Abrindo Caminhos em Boa Vista dispõe, além do Coral, das modalidades de Balé, Ginástica Rítmica, Jazz, Teatro, Jiu-Jitsu, Futebol e Informática para pessoas a partir dos 5 anos. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na avenida São Sebastião, nº 883, no bairro Cambará. Informações pelo 0800 095 0047.

Yasmin Guedes

SupCom ALERR

Evangelista Siqueira quer regulamentar peso de mochilas escolares

Fotos: SupCom ALERR

Em meio aos livros e demais materiais escolares que as crianças e adolescentes carregam nas mochilas, pode estar escondido um grande problema que vai afetar os pequenos na vida adulta. O excesso de peso que os estudantes carregam diariamente pode ocasionar lesões ortopédicas graves e para que o problema seja controlado ou evitado no Estado de Roraima, o deputado Evangelista Siqueira, (PT) apresentou na Assembleia Legislativa um projeto que poderá estipular o peso ‘tolerável’ a ser carregado por alunos de escolas públicas e privadas.

O parlamentar explica que a demanda surgiu a partir da necessidade de pais e mães que estão enfrentando dificuldades em escolas da Capital pela falta de estrutura ou adequação. “Fui procurado por pais de alunos que tiveram problemas com suas crianças que sentiam dores nas costas pelo excesso de peso nas mochilas. Algumas dessas situações já estão comprovadas por fisioterapeutas e ortopedistas e isso nos preocupou”, comentou Evangelista.

Para que o projeto fosse embasado por meio de pareceres profissionais especializados, Evangelista reforça que procurou a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). “Fizemos uma consulta junto a instituição, de grande respeito no Brasil, e após análise chegamos a esse projeto que visa regulamentar o peso da mochila escolar nas unidades públicas e privadas do Estado”, justificou o parlamentar.

Segundo a proposta, a criança que estiver cursando o Ensino Fundamental poderá carregar apenas 5% do que corresponde ao seu peso corporal e para os adolescentes que estão no Ensino Médio, o percentual não deverá ultrapassar os 10%. “A Secretaria de Estado da Educação (SEED) deverá regulamentar e acompanhar a aplicação quando o projeto se tornar lei”, completou Evangelista.

E para quem já teve problemas e ainda tenta contornar a situação junto às instituições escolares, quando aprovado, o projeto representará segurança para os pais e mães. O professor Osvair Mussato disse que a filha de 9 anos vinha sentindo dores nas costas por conta do peso da mochila que estava acima do que é permitido para a idade dela. “A mochila estava pesando mais de 6 quilos e ela pesa 30, então mais de 10% do peso dela. Procurei a escola e a resposta que obtive é não teria condições de resolver o problema mesmo eu apresentando o laudo”, disse pai.

Em face da parcial recusa da escola para resolver a demanda da criança, o pai decidiu procurar o Ministério Público de Roraima (MPE). “A promotora pediu que eu retornasse a escola e comunicasse que eu estive lá [no MP] e desse a sugestão para eu que mesmo levasse o material escolar dela ou que a instituição instalasse armários, porém como não há nenhuma lei no Estado que obrigue a cumprir alguma coisa nesse sentido, hoje levamos a mochila e deixamos na sala de aula, ela não carrega mais peso. Ela retornou ao médico e passou por mais sessões de fisioterapias, ainda reclama de dores, usa coletes e só tira para dormir. Foi diagnosticado que problema está ligado ao excesso de peso das mochilas”, relatou o pai.

O projeto já está em fase de tramitação nas Comissões Permanentes do Poder Legislativo. Ao final das análises deverá ser colocado em votação em plenário.

 

Tarsira Rodrigues

SupCom ALERR

Educar é Prevenir capacitará professores e alunos da Escola Senador Hélio Campos

Fotos: SupCom ALERR

Nesta terça-feira, 22, uma equipe do Núcleo de Promoção, Prevenção e Atendimento às Mulheres Vítimas de Tráfico de Pessoas, iniciará uma capacitação para os docentes e discentes da Escola Estadual Senador Hélio Campos da Costa. A proposta é repassar informações acerca do assunto tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, e a programação será das 10h às 12h e das 16h às 17h45.

Essa unidade escolar, localizada na Rua Francisco Anacleto da Silva, 567, no bairro Dr. Sílvio Leite, será a 20ª instituição a receber o Educar é Prevenir.  O projeto levará capacitação que resultará em conhecimento, novas habilidades e promoverá mudanças de concepções e práticas com relação a essa temática, que é uma realidade no Estado de Roraima.

Ontem, segunda-feira, 21, conforme a coordenadora do projeto, Elizabete Brito, a equipe do Educar é Prevenir deixou na escola o material a ser usado durante a capacitação como a caixa small jail boxes (que simboliza uma jaula), flyers, cartazes, banners e os filmes que contam a história de mulheres que foram traficadas, e que vivenciaram na prática o tormento e a dor de serem exploradas sexualmente.

“A entrega desse material um dia antes da capacitação para os gestores, professores e todos os servidores da escola tem uma finalidade, que é aguçar a curiosidade de todos que passam e se deparam com o material de divulgação, como banners, que são colocados em locais estratégicos da unidade de ensino, para que todos possam ver e parar para ler as histórias”, explicou Elizabete.

Os dias 23 e 24 serão destinados ao repasse das informações ao alunado, e são os próprios professores que vão trabalhar livremente a temática, utilizando a didática que entenderem ser melhor para a compreensão dos estudantes.

“No último dia do evento, sexta-feira, 25, realizaremos uma roda de conversa com a presença de diversas autoridades que fazem parte da rede de enfrentamento. É uma grande oportunidade para os funcionários da escola e para os estudantes conhecerem como funciona a rede, para que na hora de uma eventual necessidade saibam como lidar e a quem recorrer para auxiliar a vítima da melhor forma possível”, esclareceu Elizabete.

Marilena Freitas

SupCom ALERR

Coral do Abrindo Caminhos apresenta-se na abertura da Semana do Assistente Social

Fotos: SupCom ALERR

A noite desta segunda-feira, 21, será mais do que especial para as crianças e adolescentes que integram o Coral do Abrindo Caminhos da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). A convite do Conselho Regional de Serviço Social, essa turma fará uma apresentação cultural durante a abertura da XI Semana do Assistente Social em Roraima. O evento terá início às 18h no Centro Universitário Estácio da Amazônia, localizado na rua Humberto Silva, 308, no bairro União zona Oeste de Boa Vista.

Esta será a primeira apresentação do ano e a regente do coral, com mais de 100 vozes que incluem crianças e adolescentes entre 07 e 17 anos, Kastorijane Oliveira, explica que esta será a primeira apresentação do ano e que para eles representa pura magia.

“Para nós é um momento muito importante e podemos dizer que esse convite é resultado do trabalho das aulas e dos ensaios. Digo que é algo mágico porque é a primeira vez no palco de muitas crianças que entraram no projeto esse ano. Muitos nem dormiram de ansiedade, pois eles estarão diante do público pela primeira vez e tenho certeza que irão emocionar a todos os presentes. Isso é gratificante, as apresentações são sempre um combustível a mais para o coral”, contou a regente.

Viviane Lima é a coordenadora do Abrindo Caminhos e acredita que essa apresentação é o resultado, além de muito trabalho de todos os envolvidos, de muita dedicação e esforço dos integrantes do coral. “Estão todos bem ensaiados e não veem a hora da apresentação. É na verdade a hora de mostrar um trabalho primoroso. Agradecemos ao Conselho de Assistência Social pelo convite que nos foi feito pelo segundo ano consecutivo”, acrescentou.

O programa – O Abrindo Caminhos da Assembleia Legislativa de Roraima trabalha com as modalidades de Balé, Ginástica Rítmica, Coral, Jiu-Jitsu, Teatro, Futebol e Jazz. Crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, que queiram participar das atividades podem procurar a sede do programa das 8h às 12h e das 14h às 18h. É necessário apresentar a declaração escolar da criança ou adolescente, cópias do comprovante de residência, dos documentos pessoais dos pais ou responsáveis, do RG ou certidão de nascimento do aluno e uma foto 3×4 atualizada. Mais detalhes A Assembleia disponibiliza ainda o 0800 095 0047.

 

Tarsira Rodrigues

SupCom ALERR

Sabadão Concurseiro conta com aproximadamente 90 novos alunos

Fotos: SupCom ALERR

Nem mesmo a oscilação do tempo, neste sábado, 19, impediu que os concurseiros de plantão assistissem as aulas das quatro disciplinas ofertadas durante a quinta edição do Sabadão Concurseiro, realizado pela Escola do Legislativo Cursos Preparatórios – Unidade do Silvio Botelho, que contou com a participação de quase 300 alunos, sendo que aproximadamente 90 deles assistiram aula na instituição pela primeira vez.

“A nossa expectativa superou neste 5º aulão, e isso é muito satisfatório porque estamos vendo que o objetivo da Escola do Legislativo está sendo alcançado. Sabemos que 70% dos alunos que estão aqui vão fazer o concurso da Assembleia Legislativa. A nossa segunda demanda é para o concurso da Polícia Militar (PM), e estamos nos organizando para essa semana iniciarmos as inscrições dos cursos que vão atender o edital de Polícia Militar”, disse a coordenadora da instituição, professora Cristina Mello, ao ressaltar que foram distribuídas 800 apostilas.

Neste sábado foram ministradas as disciplinas de Direito Constitucional, Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE/RR), Português e Resolução de Questões de Direito Administrativo, sendo esta última ministrada pelo professor Lausson Magalhães.

“Essa nossa aula foi específica para o conteúdo pedido no edital do concurso da Assembleia. Trabalhamos várias questões para aprimorar e agilizar os alunos no entendimento das questões e resoluções, para que no dia da prova tenham êxito nesta disciplina. São questões que a Funrio, Fundação responsável pela prova do concurso da Assembleia, já aplicou em outros concursos, para que eles vejam como a instituição trabalha dentro dessa temática. É muito provável que essas questões respondidas aqui nas aulas caiam no dia da prova, já que é a mesma banca”, explicou o professor.

A aluna Cleide Feitosa, 42 anos, casada, natural de Belém (PA), soube das aulas da Escola do Legislativo por meio do rádio, e está há cerca de 20 dias frequentando a instituição, pois concorre a uma das vagas de Assistente Legislativo. “Estou conciliando o serviço de casa, de cuidar do marido, o trabalho externo e os estudos. Quando não estou aqui e tenho folga em casa, tranco-me no quarto e vou ler minhas apostilas. Gosto muito das aulas da Escola do Legislativo e minha nota é 100, porque não existe curso de graça do lugar de onde vim”, avaliou.

A assistente social Regiane Oliveira, 35 anos, solteira, é mãe de três filhos e consegue organizar o tempo de forma a reservar parte para estudar. O Sabadão Concurseiro foi uma ótima ideia porque durante a semana tem os afazeres domésticos e o cuidado com os filhos, como deixar e buscar na escola. “Agora que está se aproximando a data das provas está mais maçante, mas tenho que intensificar. Venho estudando a quase um ano Direito Administrativo e Constitucional, que sempre cai em prova, independente do cargo ofertado. E como não estou trabalhando, tenho dedicado bastante tempo, em média estudo três a quatro horas por dia”, afirmou.

 

Marilena Freitas

SupCom ALERR

Abrindo Caminhos reúne 40 mães de alunos em cursos de panificação e de flores

Fotos: SupCom ALERR

Como parte das ações do mês das mães, o programa Abrindo Caminhos da Assembleia Legislativa de Roraima promove neste sábado, 19, um Curso de Panificação, manhã e tarde, e uma Oficina de Flores, que aconteceu pela manhã, para mães de alunos que participam das atividades do Abrindo Caminhos. São 40 participantes e a maioria faz cursos profissionalizantes para ampliar conhecimentos e aumentar as chances para entrar no mercado de trabalho. Mas em meio a esse celeiro de buscas há aquelas que querem ocupar a mente para afastar a depressão.

É o caso de Luciana Carvalho de Oliveira, 35 anos, moradora do bairro Cambará, universitária e mãe de um filho de seis anos, o João Lucas, que prática Jiu-Jitsu no Abrindo Caminhos. É claro que ela pensa em colocar em prática e ganhar dinheiro, mas o principal motivo que a levou a fazer o curso é por sofrer com depressão, a doença do século.

“Passei a ter depressão logo após o meu parto, depois de uma discussão com o pai do meu filho, que muito queria uma menina. Venho aos cursos do Abrindo Caminhos para conhecer pessoas, fazer novas amizades e fugir da depressão. Quando chego aqui me sinto muito bem. Aqui eu tenho outra família, pois sou acolhida desde a entrada até a saída. É tudo o que eu preciso”, contou.

Esse é o segundo curso que Luciana se inscreve. “No primeiro curso aprendi a fazer ovos de Páscoa e até ganhei uma graninha, vendendo aos meus vizinhos. O de panificação também quero colocar em prática, pois já faço sob encomenda bolos e salgados para festas. Quis fazer esse curso em outra instituição, mas as minhas condições financeiras não permitiam. Aqui no Abrindo Caminhos é uma porta aberta não somente para os filhos, mas também para os pais”, afirmou.

A logística da dona de casa Ana Paula da Conceição Nascimento, 33 anos, para fazer o curso de panificação é digna de um filme. Ela mora no bairro Cidade Satélite, mas como não tinha com quem deixar a filha de 7 anos, traçou uma estratégia: dormiu de sexta para sábado no trabalho do marido, para que ele cuidasse da garota até ela retornar do curso. “Hoje sai cedo para chegar no horário. Estou com os meus pés enlameados, mas todo esse esforço valerá a pena, porque no futuro será uma fonte de renda para ajudar em casa. Já tinha pensado em fazer um curso de panificação, mas o problema era o financeiro porque esse curso é caro. Esse está sendo uma benção, ainda mais que todo o material é gratuito”, disse, ao relatar que está pensando no retorno financeiro que terá quando colocar em prática o aprendizado”, afirmou.

A professora Elizabete Aguiar tem 49 anos, e há mais de 20 trabalha na área de panificação e confeitaria, e garante que o retorno financeiro é bom. Há mais de um ano ministra curso no Abrindo Caminhos e aproximadamente 100 alunas receberam as dicas dela. “É uma satisfação muito grande saber que estamos contribuindo para que essas mães tenham um ganho extra. O segredo para sair tudo gostoso é fazer com carinho e paciência”, contou.

Oficina de Flores – As dez mães inscritas na Oficina de Flores, ministrada pela instrutora Aline Félix Ferreira, 26 anos, estão todas desempregadas e veem na oportunidade a chave para o empreendedorismo. “Para mim é muito gratificante somar com o Abrindo Caminhos ensinando um pouco do que sei”, disse Aline, ao salientar que o artesanato para ela é um grande hobby.

A coordenadora do Abrindo Caminhos, Viviane lima, disse que mais de 150 mães de alunos já fizeram cursos oferecidos pela instituição. “Avalio esses cursos como uma oportunidade para as mães, que poderão ter uma renda extra sem sair de casa, com a possibilidade de cuidar dos filhos e da família. Assim está sendo nossa manhã de sábado que, além de cheirosa e gostosa, está florida”, disse, ao ressaltar que a coordenação estuda a possibilidade de repetir esses cursos.

Cristina Simeão Araújo, 38 anos, casada, dois filhos, está desempregada. Como já costuma organizar as festas da família e dos amigos, viu na oficina uma forma de ampliar o leque de conhecimento. “Estou pretendendo trabalhar com decoração de festa, então esse curso está sendo um ótimo caminho. E a partir de agora, todos os cursos oferecidos pelo Abrindo Caminhos, eu vou fazer”, afirmou.

Marilena Freitas

SupCom ALERR