Assembleia Legislativa homenageia Lions Clube pelo seu centenário

As propostas têm como autores os deputados Mecias de Jesus (PRB) e Joaquim Ruiz (PTN).

O trabalho desenvolvido pelo Lions Clube é nobre e faz bem tanto para quem ajuda quanto para quem é ajudado. Nesse contexto, a partir das 9h desta quinta-feira, 25, a Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) transformará a sessão plenária em comissão geral, ocasião em que fará Homenagem de Louvor e entrega da comenda Orgulho de Roraima para a entidade, que completa 100 anos no Brasil e 48 anos em Roraima. As propostas têm como autores os deputados Mecias de Jesus (PRB) e Joaquim Ruiz (PTN).

Presente em mais de 200 países e com cerca de 1,5 milhão de sócios, o Lions Clube foi criado com o propósito de realizar ações filantrópicas em benefício de comunidades carentes por todo o mundo. O deputado Joaquim Ruiz, autor do projeto de decreto que concede a comenda Orgulha de Roraima, disse que essa homenagem do Poder Legislativo é mais que justa, porque a entidade desenvolve um trabalho social para as pessoas que mais precisam. “É um trabalho que o Lions faz com extrema competência e é um serviço de relevância para a sociedade”, destacou.

O deputado Mecias de Jesus é autor do requerimento para a Homenagem de Louvor pelo centenário do Lions Clube no Brasil, em razão dos relevantes serviços prestados a comunidade. “Essa entidade desenvolve projetos sociais e ações comunitárias que são importantes para as pessoas que necessitam de serviços básicos”, comentou.

Esta semana, em Boa Vista, acontecerá a Conferência Norte e Nordeste do Lions Clube. Por este motivo os parlamentares escolheram a data. “Aproveitando os 100 anos do Lions no Brasil e também que estarão reunidos o Norte e o Nordeste aqui em Roraima, onde completa 48 anos, vamos fazer essa homenagem pelo trabalho realizado por essas pessoas”, complementou Joaquim Ruiz.

Por Edilson Rodrigues

SupCom/ALE-RR

Aprovada em segundo turno PEC que garante proteção a servidores públicos e aposentados

“Criamos esta regra para proteger o servidor que precisa ter os direitos garantidos”, disse o deputado Jorge Everton.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 004/16, de autoria do deputado Jorge Everton (PMDB), que funciona como uma proteção aos servidores públicos e aos aposentados, em caso de cortes financeiros que possam ser realizados pelo poder público estadual, foi aprovada em segundo turno na manhã desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Roraima.

A PEC recebeu 15 votos e o autor considera uma vitória para os servidores e também para os aposentados. “O país vive um momento de instabilidade política e econômica, onde novas regras estão sendo criadas, e alguns Estados sendo obrigados a cortar gastos com pessoal, e é exatamente isso que queremos evitar em Roraima. Foi nesta linha de pensamento que criamos esta regra para proteger o servidor que precisa ter os direitos garantidos”, reafirmou Everton.

Ele explicou ainda que, além de garantir a proteção aos servidores que estão na ativa, o texto possui mecanismos de amparo aos aposentados que, segundo Jorge Everton, é uma classe que precisa ter preferência no poder público quando o assunto é o recebimento de salário. “O aposentado não pode fazer greve, não tem como reclamar, e está em um momento da vida em que mais precisa do salário”, completou o deputado ao deixar clara a satisfação com a aprovação da proposta.  A Proposta de Emenda a Constituição 004/16, agora será promulgada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Roraima, e após publicação, as mudanças da Constituição Estadual que visam mais segurança aos servidores estaduais ativos e inativos, passará a valer.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR

Projeto de criação do Procon Estadual é aprovado na Assembleia Legislativa de Roraima

O projeto foi aprovado por unanimidade tanto em comissão quanto em plenário. 

Os deputados aprovaram durante a sessão desta quarta-feira, 24, na Assembleia Legislativa de Roraima, projeto de lei que institui o Programa Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-RR) e também o Conselho Estadual de Defesa do Consumidor. A matéria é de autoria do Poder Executivo e o relator em Comissão Especial foi o deputado Coronel Chagas (PRTB). Ao passar pela análise da Comissão o projeto recebeu emendas da relatoria que, segundo Chagas, são acréscimos para aperfeiçoar a matéria que ele classificou como ‘de grande importância para sociedade’.

“Fizemos algumas emendas para aperfeiçoar o projeto de acordo com a técnica do processo legislativo, com uma redação mais adequada. Por meio das emendas, alteramos ainda a composição da estrutura, que consideramos necessária para o efetivo funcionamento do Procon, pois entendemos que no projeto original não continha a estrutura que daria o suporte necessário para atender a demanda.

O projeto foi aprovado por unanimidade tanto em comissão quanto em plenário. “Tenho certeza que instituindo o Procon Estadual, ele será mais um órgão que dará suporte as questões de relação de consumo”, enfatizou o relator do projeto de lei, ao reforçar que o mais beneficiado com esta aprovação, é o consumidor, que terá mais um órgão para atuar na defesa dos seus direitos.

Coronel Chagas, que também é coordenador do Procon Assembleia no Poder Legislativo, esclarece que a eficácia da lei depende da aplicação e para o bom emprego do Código de Defesa do Consumidor, é preciso ter órgãos estruturados e com servidores especializados no direito do consumidor, e é isso que espera com esta nova legislação. “Após o efetivo funcionamento, será mais uma estrutura para atender o cidadão quanto as demandas sobre relações de consumo. A Assembleia Legislativa foi pioneira, criou o Procon Assembleia em 2012, e deu ao cidadão um órgão que ele pode recorrer para resolver questões sobre relações de consumo, sem ter que recorrer a processos judiciais que muitas vezes saem além do que o cidadão dispõe para arcar no momento.  Hoje já são mais de 25 mil atendimentos, realizados pelo Procon Assembleia, desde a criação”, destacou o deputado.

O projeto agora seguirá para sanção governamental e se tornará lei, a partir da  publicação no Diário Oficial do Estado de Roraima.

 

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR

Gabriel Picanço diz que ONGs são responsáveis por abandono de índios no Estado

“Eles não conseguem ficar onde deveriam ficar porque não tem comida”, declarou o deputado Gabriel Picanço.

O deputado Gabriel Picanço (PRB) subiu a tribuna da Assembleia Legislativa de Roraima, nesta quarta-feira (24), para falar sobre o abandono, por parte de autoridades locais, dos índios Yanomami e de outras etnias que perambulam pelas ruas da capital e do interior do Estado.

Segundo ele, isso acontece pelo fato da Fundação Nacional do Índio (Funai) não ter domínio sob os indígenas, pois a gerência disso foi repassada ao Instituto Socioambiental (ISA), uma Organização Não Governamental existente há mais de 20 anos no país. “O que essa ONG fez? Proibiu o acesso da Funai para resolver qualquer problema deles [índios], sendo que os índios ficam as margens da BR 174, causam acidentes e uns até morreram vítimas de acidentes nas estradas”, completou.

A proposta do discurso, explicou o parlamentar, é fazer com que o Ministério Público Federal (MPF) notifique a ONG para que se preste assistência aos indígenas. Lembrou que há mais de dois anos, uma fazenda na região do Catrimani, em Caracaraí, foi desapropriada para demarcação. Disse ainda que hoje a área está abandonada, tomada pelo mato e que não houve incentivo para que os indígenas aproveitassem para cultivar o local para produção.

Gabriel Picanço relacionou a falta de apoio e assistência com a imigração de membros das comunidades indígenas para capital e para as sedes dos municípios no interior em busca de alimentos. “A reserva Yanomami tem mais de nove milhões de hectares e índio não come terra, tem que ter assistência, eles não são mais selvagens, eles não são mais isolados. A Funai demarcou as terras, ‘bote’ técnico lá, ‘bote’ pra produzir, incentive a produzir”, sugeriu.

O deputado George Melo (PSDC) colaborou, em aparte, com o pronunciamento de Gabriel Picanço e ressaltou que as ONGs recebem dinheiro para ajudar as populações indígenas, mas suspeita que essa verba tenha outro destino. “Eles não conseguem ficar onde deveriam ficar porque não tem comida e hoje a periferia da nossa cidade está cheia de índio, como também o ‘caboco’, que é o índio civilizado (..), não tem apoio de nada, nem da Funai”, lamentou e disse as ONGs só aparecem para demarcar terra.

Ele citou a situação do Linhão de Tucuruí para interligar Roraima ao Sistema Nacional de Energia e disse que a decisão dos indígenas em não liberar a passagem da obra causa problemas para um Estado inteiro.

O deputado Joaquim Ruiz (PTN) criticou o tratamento do ISA aos Yanomami e falou que muitos, em busca de sobrevivência, saem das comunidades e enfrentam caminhos de 89 quilômetros mata adentro para chegarem a Campos Novos, em Iracema, e, posteriormente, seguir para Boa Vista. “O que me espanta nisso tudo é que o MPF não toma uma posição em relação a essa ONG”, repreendeu e salientou ainda que esse Instituto faz parte de um grupo de Organizações contra a instalação de hidrelétricas em Roraima, tendo um movimento, inclusive, sobre a situação das corredeiras do Bem Querer, em Caracaraí.

O parlamentar lembrou que solicitou do ISA um estudo técnico para mostrar à população a inviabilidade da hidrelétrica do Bem Querer, pois na época, representantes da ONG afirmaram que as cidades de Mucajaí e Iracema alagariam com a construção, causando uma comoção da população. Em Manaus, durante a realização do Parlamento Amazônico acompanhado por ele a época, se lembrou da apresentação de um técnico que garantiu a viabilidade da construção.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR

George Melo diz que mudança no primeiro escalão atesta competência do Governo passado

“O Governo prometeu um Governo de sonhos, mas entregou um Governo 171”, afirmou o deputado George Melo.

As mudanças no primeiro escalão do Governo do Estado motivaram o deputado George Melo (PSDC) a concluir que as mazelas que existem nessa atual administração não podem ser atribuídas ao Governo anterior, como afirmam as declarações do Executivo Estadual. Segundo ele, pelo contrário, as novas nomeações mostram a competência do governo anterior, posicionamento compartilhado por vários outros deputados.

“Na minha reflexão cheguei a uma conclusão: a de que a governadora Suely Campos (PP) chegou à conclusão que o Governo do Povo dela é uma farsa. Que o povo está com saudade dos governos anteriores. Até ela [governadora] começou a achar que competentes são as pessoas que estavam no governo passado. Por isso, chamou para a sua gestão o deputado Chicão da Silveira (PP), o coronel Prola, o doutor Haroldo Amoras, e me disseram que o Leocádio Vasconcelos está sendo convidado para a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), assim como o doutor Alexandre Salomão para o Hospital Geral de Roraima (HGR)”, analisou.

O deputado Marcelo Cabral (PMDB) não somente concordou como endossou o discurso com um questionamento: “Será que agora o discurso dos deputados de situação vai mudar? A desculpa para falta de tudo é de que a culpa é do governo passado, mas agora estão chamando a mesma equipe técnica que era do governo anterior. Será que vai mudar o discurso dos deputados de situação? Será que os que estavam lá não tinham a mesma competência que os gestores do governo passado tinham?”, questionou.

Competência e condições de trabalho foram dois dos pontos levantados pelo deputado George Everton (PMDB). “Se o Governo do Estado não der condições de trabalho ao coronel Prola, como não deu ao coronel Dagoberto, não vai ser feito um bom trabalho”, ressaltou, ao destacar que o atual governo acabou com o programa Ronda nos Bairros, tirou o policiamento das ruas e não dá condições de trabalho aos policiais. “A minha preocupação é que não seja dada a condição adequada para o coronel Prola desenvolver um bom trabalho. Estamos felizes quando o Governo atual reconhece que tínhamos profissionais de grande gabarito no Governo passado”, complementou.

O deputado Chicão da Silveira fez um contraponto ao discurso do deputado George Melo. “Sua avaliação é de grande valia porque ninguém chuta cachorro morto. O Governo está buscando caminhar corretamente. Não quero aqui responsabilizar e nem culpar ninguém, mas o Governo herdou enormes dívidas que estão hoje todas sanadas. O Governo começou a andar e tem agido com responsabilidade social revendo onde errou e buscando trazer as pessoas certas”, disse, ao ressaltar que a Caravana do Povo oferece cerca 70 benefícios.

Geroge Melo rebateu ao ressaltar que a Caravana do Povo não está fazendo o papel social. “Esse cachorro, deputado, não está morto, mas sepultado há tempos. As pessoas que moram nas vicinais dizem que não precisam cortar cabelo, mas querem poder tirar a produção das vicinais. Afirmam que essa Caravana do Povo é apenas para cortar cabelo e fazer casamento. O que eles querem são vicinais e pontes em boas condições de trafegabilidade para escoar a produção. O Governo prometeu um Governo de sonhos, mas entregou um Governo 171”, disse George Melo.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

Executivo veta projeto de lei que traz tipo sanguíneo e fator RH na carteira de identidade

“É um projeto simples, inclusive já existe em outros estados”, disse o deputado Masamy Eda.

O Executivo estadual vetou totalmente o projeto de lei 050/15, de autoria do deputado Masamy Eda (PMDB), que torna obrigatória a inserção do tipo sanguíneo e RH na carteira de identidade. Outra garantia do projeto é de que pessoas portadoras de diabetes possam requerer, mediante apresentação de laudo médico, a inclusão de informações da tipagem da doença na cédula de identificação.

A mensagem governamental informando sobre o veto ao projeto de lei foi lida no expediente da sessão desse dia 23, em que o Governo alega que cabe a União legislar a respeito ao que propõe a proposta do deputado Masamy Eda.

O veto será discutido e votado em turno único, no prazo de 30 dias e, depois de analisado e sendo rejeitado pela Assembleia, o projeto de lei será reenviado ao chefe do Executivo que terá 48 horas para promulgação. Caso contrário, quem deve promulgar a Lei é o presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier (SD). Depois de publicada, a lei entra em vigor.

Masamy Eda informou que é um projeto que não vai gerar ônus ao Executivo. “É um projeto simples, inclusive já existe em outros estados. Simplesmente as pessoas passarão a ter na identidade o tipo sanguíneo e fator RH e se é diabético, informações que facilitarão a vida do cidadão e principalmente nos atendimento para a área de saúde”, comentou, explicando que para aqueles que precisam de algum tipo sanguíneo específico, o profissional de saúde já saberá de imediato por meio da documentação do paciente.

O parlamentar declarou que vai trabalhar junto aos outros deputados para a derrubada do veto no Plenário da Casa. “Acho que faltou o Governo analisar com mais atenção esse projeto”, frisou o parlamentar.

Por Edilson Rodrigues

SupCom/ALE-RR

Izaias pede união de autoridades para resolver situação do Sistema Penitenciário

“O alerta que faço é que as autoridades, de um modo geral, se cuidem!”, disse o deputado Izaias Maia.

O crescimento do crime organizado no Estado foi a tônica o discurso do deputado Izaias Maia (PTdoB) na manhã desta terça-feira na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima. Ele lembrou que foi muito criticado quando, enquanto apresentador televisivo destacava o aumento das facções criminosas.

“Até bem pouco tempo as autoridades diziam que não existiam facções no Estado. Quando eu falava nos programas era para a sociedade tomar conhecimento e se proteger, porque as facções na capital e no Interior, assim como em todo o Brasil, não estão alisando. Matam sem piedade!”, disse o parlamentar.

Ele ressaltou que somente depois de vários fatos envolvendo os membros das facções é que as autoridades admitiram a existência de grupos criminosos que fomentam o crime organizado. “Acho que muita coisa não foi feita. Agora eu lamento! Quero pedir aos parlamentes estaduais, deputados federais e senadores que façam alguma coisa para que o governo cumpra a sua parte, o presidiário também, dentro da lei, e haja paz no sistema prisional, porque se correr sangue dentro da penitenciária vai correr fora também”, afirmou ao referir a uma matéria jornalística nesta terça-feira, com o título “AUDÁCIA – Criminosos voltam a atacar prédios públicos”.

O alerta do parlamentar foi direcionado diz respeito a lista encontrada com os membros de facções na ocasião em que foram presos e onde constam nomes de pessoas juradas de morte.  “Nessa relação tem nomes de agentes penitenciários, agentes públicos, autoridades e políticos que podem ir, se vacilarem, para debaixo de sete palmos. Então quero alertar, principalmente as autoridades, tomem cuidado porque eles não estão brincando”, disse.

Ressaltou ainda que tudo que acontece dentro do sistema prisional se reflete do lado de fora. “O alerta que faço é que as autoridades, de um modo geral, se cuidem!”, reforçou salientando que é preciso dar condições para os apenados cumpram a pena conforme determina a Lei de Execuções Penais (LEP).“Os bandidos não querem mexer com a sociedade, de vez em quando matam um, mas o negócio deles é chamar a atenção, e decidiram que agora para chamar a atenção têm que despachar para o outro mundo autoridades em geral, sejam políticos, agentes público, seja lá quem for”, alertou, ao relembrar a morte recente de vários policiais.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR

Coronel Chagas pede mobilização em prol de comunidades indígenas de Uiramutã

“Vai ter que haver toda uma força tarefa do poder estatal”, explicou o deputado Coronel Chagas.

A situação crítica das comunidades indígenas no município de Uiramutã, ao Norte de Roraima, chamou a atenção do deputado Coronel Chagas (PRTB), vice-presidente da Assembleia Legislativa, que subiu a tribuna nesta terça-feira (23) para pedir apoio e mobilização do Poder Legislativo para ajudar as dezenas de famílias desabrigadas por causa da cheia dos rios Uailã e Maú.

Informações apresentadas pelo parlamentar durante o discurso, mostraram que enchentes dessa proporção aconteceram há 20 anos na região e destacou os trabalhos da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar de Roraima, sociedade civil e Exército Brasileiro na retirada das famílias dos locais atingidos pela água e na entrega de donativos. Mesmo com alerta de intensas chuvas emitido em fevereiro, para Coronel Chagas é impossível prever a força da natureza.

Para o parlamentar, além de roupas, alimentos e utensílios, é importante a colaboração com materiais de construção. “Temos que nos preocupar também com material de construção para aquelas famílias, são dezenas de famílias desabrigadas porque suas casas foram destruídas”, lamentou. Ele pediu para que a Assembleia realizasse uma mobilização com os deputados e servidores para arrecadar itens, principalmente para o levantamento das casas.

Lembrou que há comunidades isoladas, como a Ingarikó, aos pés do Monte Roraima cujo acesso, até mesmo via aérea, está prejudicado. Alertou ainda para o problema em estradas, vicinais e cabeceiras de pontes devido à intensidade das chuvas. “Então vai ter que haver toda uma força tarefa do poder estatal no sentido de recuperar estradas, recuperar pontes e recuperar cabeceiras para tornar menos difícil a situação dessas pessoas que estão lá no interior sofrendo com esses alagamentos”, comentou.

Coronel Chagas disse ainda que em Normandia, também ao Norte do Estado, os produtores de melancia começaram a sofrer com a subida dos rios da localidade. “A região é grande produtora de melancia e muitos estão com a safra em risco, tirando as pressas, mas estão com dificuldades para retirar o produto”, e sugeriu para que a Secretaria Estadual de Agricultura disponibilizasse caminhões para ajudar as pessoas.

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, Brito Bezerra (PP),anunciou que o Poder Executivo tem ajudado as famílias com aeronaves para retirar as famílias do local, em parceria com o Exército Brasileiro. “ASetrabes[Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social] e a Defesa Civil mobilizaram a classe empresarial pedindo donativos que já chegaram às famílias”, disse.

Outra ajuda, destacou Brito, de 30 toneladas de alimentos enviadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve chegar em três dias. “Acredito que essa Casa Legislativa possa estar presente lá no sentido de ajudar aquelas pessoas no Uiramutã”, completou o deputado.

A deputada Aurelina Medeiros (PTN), em aparte, reforçou a importância do Poder Legislativo em contribuir com a causa e recordou que na última enchente em Boa Vista, há mais de dois anos, a Casa se mobilizou para ajudar. “Eu queria sugerir que a gente fizesse um grupo aqui para fazermos um movimento nesse sentido, principalmente para as pessoas que perderam roupa, tudo o que tinham em casa, para que a Assembleia possa se engajar nessa campanha e ajudar”, complementou.

A situação na ponte sobre o rio Tacutu, naquela região, é motivo de preocupação para o líder do G-14, deputado George Melo (PSDC). Em contribuição ao discurso de Coronel Chagas, ele informou que as águas começaram a prejudicar a cabeceira da ponte. “Acredito que a estrada deva romper”, afirmou.

Por Yasmin Guedes

SupCom/ALE-RR

PEC que garante proteção a servidores públicos e aposentados é aprovada na Assembleia

“Querem logo cortar o salário dos servidores, demitir, cortar direitos previdenciários,” relatou o deputado Jorge Everton.

Durante a sessão desta terça-feira, 23, os deputados estaduais aprovaram em primeiro turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 004/16 de autoria do deputado Jorge Everton (PMDB), que funciona como uma proteção aos servidores públicos e aos aposentados em caso de cortes financeiros que possam ser realizados pelo poder público estadual.

“Como existe em alguns governos essa intenção para cumprir o limite dos gastos públicos, segundo regulamenta o artigo 169 da Constituição Federal, eu me antecipei e já criei uma regra de proteção aos nossos servidores estaduais”, afirmou ao explicar que em algumas situações, quando se fala em crise, “querem logo cortar o salário dos servidores, demitir, cortar direitos previdenciários”. “Isso nos preocupa, pois a culpa da crise, não pode ser do servidor”, reforça.

Ele explica ainda que a Proposta, além de proteger, também aponta caminhos para driblar a crise sem penalizar a classe trabalhadora e os aposentados. “Em caso de necessidade de demissões, que seja obedecida uma regra, e qual seria ela? A extinção de secretarias extraordinárias que muitas vezes servem apenas para cabide de empregos e até priorizar a demissão de servidores que estão ocupando representação fora do Estado e que não estão aqui [Roraima] trabalhando”, sugeriu o deputado.

Everton acredita que esta seria uma sequência  justa, “protegendo o servidor que se esforçou para passar no concurso público e não pode ser prejudicado”.

A Proposta de Emenda a Constituição 004/16, recebeu 16 votos a favor e nenhum contra,  e agora precisa ser votada em segundo turno para passar a valer.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR

Marcelo Cabral pede mais atenção do Governo para vicinais no interior do Estado

“A enchente está chegando a Normandia e pode ocorrer a mesma coisa que aconteceu no Uiramutã”, disse o deputado Marcelo Cabral.

Foi tema do pronunciamento do deputado Marcelo Cabral (PMDB), durante a sessão ordinária desta terça-feira, 23 de maio, a situação considerada pelo parlamentar de precária, de quase todas as estradas e vicinais do interior de Roraima. “Por onde tenho andando, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, a situação está complicada”, afirmou o deputado.

Cabral iniciou falando sobre o município de Amajari, região que, segundo ele, necessita de estrutura para escoar os produtos e permitir a trafegabilidade dos moradores. “Estamos vendo, não apenas neste município, mas em todo o Estado, a falta de compromisso deste Governo em realizar obras nestas vicinais, hoje o transporte escolar não entra mais para buscar os alunos em determinadas estradas, sem contar que deixam ainda centenas de famílias isoladas, entre moradores e produtores que não conseguem neste período de inverno, trafegar com segurança na maioria das estradas e vicinais do interior do Estado”, afirmou o parlamentar.

Ele citou ainda que é preciso um olhar atento para locais como a vicinal que liga o Baixo Cotingo a localidades da Raposa Serra do Sol que estão com pontes danificadas e que precisam de reparos urgentes. “Hoje algumas comunidades estão isoladas e as vicinais de Alto Alegre, muitas estão intrafegáveis. Sabe quem perde com isso? Não é quem está no Governo ou nas secretarias, mas sim, o colono, o produtor que necessita de apoio do poder público”, criticou Marcelo Cabral.

O parlamentar alertou ainda sobre o município de Normandia, localizado a nordeste de Roraima, distante 183 quilômetros de Boa Vista. “A enchente está chegando a Normandia e pode ocorrer a mesma coisa que aconteceu no Uiramutã, município ao norte de Roraima, que foi atingido recentemente por uma grande enchente, afetando centenas de pessoas. Já é possível encontrar  muitos produtores prejudicados”, relatou Marcelo Cabral.

O deputado Brito Bezerra (PP), líder do Governo na Assembleia, pediu alguns minutos a Marcelo Cabral, na tentativa de contribuir com o pronunciamento do orador, sobre as ações do Executivo. “É papel do deputado identificar os pontos em que o Governo trabalha e aqueles que ainda precisam de  mais atenção. Gostaria de dizer que tivemos mais de sete anos de abandono com a administração passada que atingiu o homem do Campo. Não se reconstrói o interior do Estado em quatro anos”, defendeu o deputado governista.

Bezerra completou ainda dizendo que o Estado é grande e tem milhares de quilômetros de vicinais e pontes de madeira que foram encontradas pelo atual governo totalmente intrafegáveis e que agora estão sendo reconstruídas.

Em resposta, Cabral convidou os deputados da base governista para percorrerem o interior do Estado, principalmente nas áreas afetadas atualmente pelas chuvas. “Vamos andar e verificar como estão as pontes e vicinais, se a eleição fosse hoje, a governadora não seria eleita”, disse.  Para concluir Marcelo Cabral deixou claro que a governadora Suely Campos (PP), precisa ajudar o povo de Roraima, pois foi este povo que a elegeu para estes quatros anos.  “As dificuldades não são apenas no interior, são em todos os segmentos, a base do governo não pode fechar os olhos para os problemas”, finalizou.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR